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Thursday, February 1, 2007

Canção da Cidade Adormecida



Coimbra, óleo s/tela, 100X100cm, 2005

(col.Mário Mourato)

Diz-me tu ó cidade...

Em que sonhos no teu ventre

guardas

Essas capas de liberdade

Se na revolta da mocidade

Não há cavalos nem espadas.

Diz-me tu ó cidade

Em que desenganos me embalas?

Se adormecendo a saudade,

Lhe vais roubando a eternidade

Que cruelmente me calas!

Diz-me tu ó cidade...

Porque desarrumas meu peito?

Se vence em mim o teu rio,

Que espera que passe um navio

De sonhos e mágoas refeito.

Eduardo Filipe